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“O diagnóstico das arboviroses não deve ser ancorado na realização de exames laboratoriais”, recomenda o infectologista Kleber Luz em seminário para cooperados
A importância da avaliação clínica de um paciente foi destaque nas discussões do Seminário de Chikungunya, Zika e Dengue, realizado no dia 24 de janeiro, no Espaço de Eventos Unimed-BH. O encontro reuniu mais de 250 participantes, entre cooperados e médicos do corpo clínico dos serviços assistenciais próprios e credenciados.
O infectologista Kleber Luz, convidado para compartilhar suas experiências com o manejo da Chikungunya e da Zika, alertou o público sobre os desafios envolvidos no diagnóstico das doenças. “Os exames laboratoriais não devem ser a única referência para identificar as arboviroses”, destacou o palestrante. “Precisamos nos debruçar sobre os sinais e sintomas apresentados por cada paciente para planejar o tratamento adequado. É propedêutica pura”, completou.
Chikungunya
Demonstrando preocupação com o alto índice de letalidade dos pacientes acometidos pela Chikungunya, Kleber relatou sua experiência ao público, elencando as principais características da infecção. “Não há Chikungunya sem febre e dor. Diferente da Zika, a doença é pesada, incapacitante”, afirmou.
Ainda segundo o convidado, pessoas diagnosticadas com a doença precisam contar com um acompanhamento integral à saúde. “Durante o tratamento, é preciso realizar um monitoramento detalhado das condições de saúde do paciente. Os sintomas são persistentes e, geralmente, a recuperação não é instantânea. Há casos em que a doença retorna logo após indícios de melhora do quadro”, alertou.
Zika
No que se refere ao tratamento da Zika, os palestrantes indicam a realização de análise minuciosa da pele do paciente. “A Zika não é uma doença febril, o diagnóstico diferencial deve ser realizado com base nas doenças exantemáticas. É preciso realizar exame clínico com luz apropriada para análise detalhada do comprometimento cutâneo”, afirmou Kleber Luz.
“Geralmente, a Zika se manifesta de forma branda e o principal sinal é o exantema súbito, nos três primeiros dias de sintomas. Nesse momento, é importante entender a doença na linha do tempo e tranquilizar o paciente, esclarecendo suas dúvidas”, orientou.
Atenção às gestantes. O infectologista pede atenção redobrada às suspeitas de infecção em gestantes. “Para as grávidas, a abordagem deve ser diferente. Como a doença pode comprometer o desenvolvimento do bebê, devemos buscar o diagnóstico até o fim, confirmando a hipótese por meio de exame laboratorial realizado no período correto da doença”, alertou.
“Todo esforço deve ser feito para oferecer a essas mulheres e aos seus bebês um tratamento completo, garantindo sua recuperação e oferecendo todo o apoio necessário para o acompanhamento do estado de saúde da criança”, concluiu.
As perspectivas sobre a Dengue foram apresentadas pelo clínico geral Frederico Amâncio. O médico, também especialista em Infectologia, reforçou o discurso de Kleber ao afirmar que o diagnóstico diferencial deve ser a principal ferramenta utilizada pelo médico em um cenário de epidemia. “Solicitar todos os exames possíveis no momento da consulta é um equívoco. A análise clínica do paciente é o principal fator de sucesso no processo de identificação e tratamento de uma doença”, afirmou.
Segundo Frederico, é pouco provável enfrentarmos uma nova epidemia de Dengue neste ano. No entanto, o número de pessoas infectadas já tem crescido significativamente. “Não devemos banalizar os sintomas da Dengue. A doença é grave e pode ocasionar a morte. É preciso ter atenção aos sinais de alerta para identificação da gravidade dos casos a tempo de evitar possíveis complicações”, disse.
Com a palavra, médicos que participaram do Seminário de Dengue, Zika e Chikungunya
A qualidade do conteúdo apresentado e das discussões surpreendeu os participantes. A cardiologista Daniella Rocha de Souza, que atua no pronto-socorro do hospital Lifecenter, elogiou a iniciativa: “O conteúdo apresentado pelos palestrantes foi excelente. Durante o seminário, conhecemos aspectos práticos sobre o diagnóstico e manejo das arboviroses que certamente nos auxiliarão no dia a dia de trabalho.”
A cooperada da Pediatria, Sônia Mendes Vidante, marcou presença no seminário e ficou satisfeita com o conteúdo apresentado. “O relato de profissionais que atuaram ativamente no enfrentamento da epidemia em 2016 contribui muito para nossa preparação. Agradeço à Unimed-BH pela oportunidade de participar deste momento com convidados tão experientes”, afirmou.
Para a obstetra Iara Marques Barbosa Chaves, médicos de todas as especialidades devem estar atentos à epidemia. “Vim para conhecer um pouco mais sobre a Zika e suas implicações durante a gestação. Considero extremamente importante entendermos a fundo os sinais e os sintomas das arboviroses em geral. Como médicos, precisamos oferecer atenção integral aos nossos clientes. Em 2016, diagnostiquei vários casos de Dengue em meu consultório”, destacou.
Quer ter acesso aos vídeos do seminário?
Reserve um horário em sua agenda para assistir às palestras dos renomados infectologistas Kleber Luz e Frederico Amâncio, apresentadas no Seminário de Chikungunya, Zika e Dengue. Dividido em três vídeos, o conteúdo apresenta o relato de experiências dos palestrantes com o manejo das Arboviroses.
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“O diagnóstico das arboviroses não deve ser ancorado na realização de exames laboratoriais”, recomenda o infectologista Kleber Luz em seminário para cooperados


