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Sífilis 2025: cenário epidemiológico no Brasil e o que priorizar na prática assistencial

A sífilis segue como prioridade de saúde no país. O Boletim Epidemiológico de Sífilis 2025 do Ministério da Saúde, publicado em outubro deste ano, traz, como pontos de atenção, fortalecer a prevenção, o diagnóstico e o tratamento dessa IST nos serviços de saúde.

Confira como está o cenário atual e relembre as orientações para diagnóstico, tratamento e medidas importantes sobre a doença.

Panorama nacional (dados de 2024)

  • Sífilis adquirida: 256.830 casos; taxa de detecção de 120,8/100 mil hab.
  • Sífilis em gestantes: 89.724 casos; 35,4/1.000 nascidos vivos (NV).
  • Sífilis congênita: 24.443 casos (9,6/1.000 NV) e 183 óbitos (7,2/100.000 NV).

Qualidade do cuidado no pré-natal e no parto

  • Em 2024, 91,3% das gestantes com sífilis no Brasil receberam a prescrição de pelo menos uma dose de penicilina G benzatina84,4% tiveram prescrição adequada para a forma clínica. Ainda assim, 6,3% ficaram sem tratamento adequado (outro esquema ou não prescrito).
  • Atenção à parceria sexual: apenas 34,6% dos parceiros das gestantes foram tratados. Esse é um ponto crítico para evitar reinfecção e transmissão, que merece cuidado e orientação especial.
  • Momento do diagnóstico: 69,2% das gestantes foram identificadas no 1º/2º trimestre, mas 27,4% só no 3º trimestre/parto, perdendo-se oportunidade de prevenção da sífilis congênita.

Sífilis - CAPA

Transmissão vertical

  • percentual de sífilis congênita em relação à sífilis em gestantes foi 27,2% no Brasil em 2024 (Indicador do Programa de Qualificação de Ações de Vigilância em Saúde -PQA-VS). 

Medidas importantes

  1. Rastrear rotineiramente no pré-natal (1ª consulta) e repetir no 3º trimestre e no parto, usando teste treponêmico preferencialmente como porta de entrada.
  2. Tratar com penicilina G benzatina conforme estágio clínico e até 30 dias antes do parto; registrar esquemas corretamente no prontuário e na notificação.
  3. Tratar o(a) parceiro(a) sexual e reforçar o uso de preservativos para prevenir reinfecção.
  4. Notificar todos os casos (adquirida, gestante e congênita) no Sinan para qualificar a vigilância e o cuidado.
  5. Na criança exposta: realizar teste não treponêmico no sangue periférico de todos os RN de mães com teste reagente no parto; indicar LCR e radiologia de ossos longos conforme PCDTIST.
  6. A Unimed-BH tem atuado para que os exames sejam feitos durante o pré-natal, possibilitando a realização do tratamento adequado. Para isso, é importante a atenção e o apoio de todos os médicos cooperados.

É importante reforçar que a sífilis congênita é evitável. O diagnóstico precoce, o uso da penicilina no tempo e dose corretos e tratamento do (a) parceiro (a) são os três pilares que mais reduzem casos e óbitos.

A Unimed-BH publicou em seu canal do Youtube um vídeo com orientações para nosso clientes a respeito da doença. Confira a mensagem:

 

 

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