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Mensuração de Resultados em VBHC: o que realmente importa para o paciente

  • Geral

A transição para um modelo de saúde baseado em valor exige uma mudança fundamental na forma como os resultados são mensurados. Se o foco do Value-Based Healthcare (VBHC) é maximizar os desfechos para os pacientes, como podemos garantir que estamos avaliando o que realmente importa?

Nos sistemas de saúde tradicionais, o desempenho é frequentemente avaliado por KPIs (indicadores-chave de desempenho) operacionais e financeiros, como número de atendimentos, tempo de internação ou custo por procedimento. No entanto, no modelo de Saúde Baseada em Valor, o foco se desloca para KPIs centrados no paciente, que refletem os resultados que realmente fazem diferença em sua vida.

O que medir? A importância dos desfechos clínicos relevantes para o paciente

No VBHC, esses KPIs não são definidos apenas por profissionais ou gestores, mas principalmente pelos próprios pacientes. Isso inclui:

  • Desfechos clínicos objetivos, como controle da dor, taxa de complicações ou sobrevida.
  • Desfechos funcionais, como capacidade de realizar atividades diárias e mobilidade.
  • Qualidade de vida relacionada à saúde, como o controle da ansiedade, prática de esportes e retorno às atividades sociais.

Esses KPIs devem ser acompanhados ao longo da jornada assistencial do paciente, permitindo avaliar a efetividade, continuidade e valor do cuidado prestado.

Porém, a mensuração de valor exige ouvir quem mais importa: o paciente!

Para garantir que os KPIs reflitam a perspectiva do paciente, utilizamos:

  • PROMs (Patient-Reported Outcome Measures): instrumentos que capturam os resultados relatados diretamente pelo paciente, como dor, fadiga, mobilidade e bem-estar emocional. São KPIs subjetivos, mas essenciais para entender o impacto do cuidado na vida real.
  • PREMs (Patient-Reported Experience Measures): avaliam a experiência do paciente com o cuidado recebido, incluindo comunicação, acolhimento e coordenação. Esses indicadores ajudam a medir a qualidade percebida do serviço e a identificar oportunidades de melhoria.

Complementados com a visão técnica: CROMs

  • CROMs (Clinician-Reported Outcome Measures): medidas de desfechos relatadas por profissionais de saúde com base em observações clínicas, exames físicos ou testes diagnósticos. Esses KPIs complementam os PROMs ao fornecer uma perspectiva técnica e objetiva sobre a evolução clínica do paciente, como a avaliação da cicatrização de feridas ou mobilidade sob a ótica de um fisioterapeuta.

Medir para transformar

A mensuração contínua de KPIs bem definidos, juntamente com PROMs, PREMs e CROMs, proporciona o aprimoramento da qualidade assistencial, orienta decisões clínicas e de gestão e promove a integração entre as equipes multidisciplinares. Portanto, devemos medir para transformar!

A mensuração de resultados no VBHC não é apenas uma ferramenta de avaliação, mas um instrumento estratégico de transformação. Ao incorporar desfechos clínicos e a voz do paciente como KPIs centrais, gestores e equipes multidisciplinares podem construir um sistema de saúde mais eficiente, humano e sustentável.

Na próxima edição, falaremos sobre os modelos de pagamento em saúde baseados em valor: como financiar um sistema mais eficiente e sustentável?

 

Edição 160
1. Clientes Unimed-BH terão desconto no Cineart Open Air
2. Sinmed-MG – CFM: Novos procedimentos e terapias médicas
3. Unimed-BH + Raia: desconto em mais de 3.300 farmácias
4. Unimed-BH realiza novo treinamento com a Rede para reforçar critérios do Selo de Excelência 2025
5. Clientes da Unimed Sete Lagoas passarão a ser atendidos pela Unimed-BH a partir de 26 de julho
6. Nova versão da TISS: implementação obrigatória a partir de dezembro de 2025
7. Mensuração de Resultados em VBHC: o que realmente importa para o paciente
8. Instabilidade no sistema? Saiba como agir de forma objetiva e eficiente
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