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Boa notícia para quem perdeu o webinar

Mais de 200 profissionais da área da saúde participaram no dia 8 de fevereiro do Webinar COVID-19, Arboviroses e Influenza: os principais desafios para a assistência à saúde em 2022. O evento on-line contou com a mediação de Frederico Amâncio, cooperado da Infectologia e as participações de Aline Silva de Paula Pinto, cooperada da Pediatria, e Unaí Tupinambás, médico infectologista.

Com o sucesso do evento, a Unimed-BH está disponibilizando a gravação do webinar pode ser conferida na íntegra na plataforma Saber SempreClique aqui para acessar o conteúdo, disponível na aba “Cursos”. Essa é uma oportunidade para você atualizar seus conhecimentos sobre um tema tão relevante em nosso contexto atual.

Confira alguns dos principais pontos apresentados pelos especialistas durante a discussão:

Unaí Tupinambás
– Apesar do comportamento de alta transmissibilidades da variante Ômicron do coronavírus, diversos estudos têm demonstrado a efetividade das vacinas com redução da mortalidade de pessoas que desenvolvem a COVID-19. O Morbidity and Mortality Weekly Report (MMWR) – Relatório Semanal de Morbidade e Mortalidade, publicação dos EUA -, demonstrou que o risco de contrair a doença é 13 vezes maior entre pessoas não vacinadas. Nesse mesmo público, o risco de óbitos é 68 vezes maior.
– Dados da Prefeitura Municipal de BH comprovam a redução das internações decorrentes da COVID-19 a partir da evolução da vacinação da população nos últimos meses. Outro dado importante é a predominância da internação e complicação dos casos entre os não-vacinados e pessoas com o esquema vacinal incompleto.
– Provavelmente nunca atingiremos a imunidade de grupo como ocorreu no caso do sarampo, por exemplo. O cenário mais provável seja a da reinfecção em população com infecção prévia ou vacina, o que poderá redizir a morbi/mortalidade.
– Arboviroses: há um receio de pico da epidemia de dengue neste ano tendo como base o histórico epidemiológico da doença.

 

– Desafios na assistência COVID-19 x Arborviroses:

É preciso estar atento a:
:: Sobreposição dos quadros clínicos: síndrome febril aguda (dor de cabeça, dor no corpo, febre etc.)
:: Risco de disseminação da COVID-19 em pacientes diagnósticos como dengue (testes sorológicos apresentando falso positivo)
:: Necessidade de avaliação de histórico vacinal e passado de infecções prévias para essas doenças para um correto diagnóstico.

Aline Silva de Paula Pinto
Particularidades e diagnóstico diferencial em Pediatria para as arboviroses, Influenza e COVID-19
– Considera-se, neste momento epidemiológico, que toda criança que apresente sintomas gripais respiratórios – mesmo na ausência de febre, independentemente da gravidade – é suspeita de COVID-19. Isso representa um desafio para a Pediatria, tendo em vista a recorrência de sintomas respiratórios em jovens.
– Necessidade de atenção para sintomas e sinais inespecíficos em atendimentos pediátricos: odinofagia, diarreia, vômito e dores abdominais presentes na criança, por exemplo, podem ser sintomas da COVID-19.
– A pandemia também impactou crianças e adolescentes: piora da saúde mental/emocional; diminuição da atividade física e aumento do sobrepeso; diminuição da imunização de rotina; entre outros.
– O menor risco de complicações da COVID-19 em crianças, quando comparado aos adultos, assim como a baixa mortalidade não podem ser parâmetros para a não vacinação desse público. Outras doenças como a rubéola possuem números muito menores de mortes por ano e compõem o calendário oficial de imunização.

 

Edição 127
1. Boa notícia para quem perdeu o webinar
2. Ouça o novo podcast da Unimed-BH sobre o atual momento da pandemia
3. Você conhece o Instituto Unimed-BH?
4. Certificação biométrica evita glosas. Fique atento!
5. Treinamento capacita prestadores da rede hospitalar para mais um ciclo do Selo de Excelência
6. Confira as regras para inserção do Dispositivo Intrauterino (DIU)
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