Há oito anos, a Unimed-BH oferece aos serviços da sua rede assistencial um importante incentivo…
Diretoria da ANS visita a Unimed-BH
Dirigentes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) visitaram a Unimed-BH em janeiro. Participaram do encontro o diretor-presidente da Agência, André Longo Araújo de Melo, e o diretor de Desenvolvimento Setorial, Bruno Sobral de Carvalho. O objetivo da visita foi conhecer o modelo de gestão e alguns projetos inovadores da Unimed-BH, a única operadora de grande porte do Brasil que alcançou a faixa máxima na última avaliação do Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS), medido pela ANS.
Durante o encontro, o diretor-presidente da Unimed-BH, Helton Freitas, apresentou os resultados da operadora e as principais estratégias para 2013, com informações sobre governança e investimentos na estrutura assistencial. Foram apresentados também alguns projetos inovadores da Cooperativa, com foco no modelo de atenção à saúde, na qualificação e no relacionamento com os prestadores e na avaliação de tecnologias em saúde.
A programação foi encerrada com visita a duas unidades assistenciais próprias: o Hospital Unimed em Belo Horizonte e o Centro de Promoção da Saúde (CPS) Barro Preto. A diretoria da ANS também teve a oportunidade de conhecer os novos empreendimentos da operadora, durante visita às obras do Centro de Promoção da Saúde (CPS) Vetor Norte, do Centro de Promoção da Saúde (CPS) Avenida Churchill e da Central de Consultórios e Instituto de Ensino e Pesquisa em Saúde. O encontro contou com a participação dos dirigentes da Unimed Federação Minas.
Confira entrevista com o diretor-presidente da ANS, André Longo Araújo de Melo:
O que motivou a visita da ANS à Unimed-BH?
A Unimed-BH é uma das grandes operadoras do País que tem tido sucessivos bons desempenhos nos indicadores da Agência, sob o ponto de vista do Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS). Ela tem se mantido sempre nas melhores faixas de desempenho do IDSS. Então, a Agência decidiu visitar para ver, in loco, algumas das práticas que a Unimed-BH tem utilizado no setor de saúde suplementar. Percebemos um forte movimento da operadora no sentido de se tornar gestora de um sistema de saúde, desenvolvendo uma governança bastante ágil e induzindo práticas na sua rede de prestadores que tendem a gerar mais saúde. Além de uma preocupação forte no desenho de um novo modelo assistencial, de cuidado com os pacientes, gerando inclusive uma perspectiva de vinculação a um projeto focado em atenção primária – uma iniciativa que a Agência vê com bons olhos.
Qual a avaliação da Agência sobre as boas práticas da Unimed-BH?
A nossa visita à Unimed-BH cumpre outro objetivo da ANS, que é conhecer boas práticas de gestão do setor. A Unimed-BH nos apresentou uma série de ações que vêm sendo desenvolvidas, são projetos pioneiros da operadora. O setor de saúde suplementar é muito complexo e oferecer saúde é, sem dúvidas, um desafio. A Unimed-BH vem dando passos para ser verdadeiramente uma gestora no sistema de saúde, não apenas uma operadora de plano de saúde. É importante que este conceito “contamine” positivamente o setor. Nós queremos que, cada vez mais, as operadoras sejam gestoras de saúde pensando em boas práticas para oferecer serviços de saúde de qualidade para os beneficiários. A Unimed-BH vem dando passos neste sentido, desenvolvendo uma série de ações. Este é hoje um desafio para o setor como um todo.
Qual a importância do IDSS para as operadoras de plano de saúde?
O IDSS faz parte do programa de qualificação da saúde suplementar. Um dos grandes papéis da Agência é induzir boas práticas que qualifiquem a assistência da saúde suplementar. Para tal, a Agência desenvolveu, há cinco anos, o Programa de Qualificação das Operadoras e divulga o Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS). Este Índice tem quatro dimensões: econômico-financeira, assistencial, de satisfação dos beneficiários e de estrutura da operação. Hoje, a operadora é classificada, tem o seu desempenho avaliado nesses indicadores e isso influencia o processo de concorrência do setor. Várias empresas contratantes de plano de saúde passaram a utilizar o IDSS como referência na hora de fazer suas contratações.
Qual o impacto para os cooperados e para os clientes de cooperativas, como a Unimed?
O impacto é gerar qualidade na assistência à saúde. À medida em que as operadoras têm o foco em vários indicadores de qualidade, tendem a prestar um melhor serviço aos seus beneficiários. Isso repercute na geração de mais saúde dentro do setor de saúde suplementar. Hoje, nós temos quase 49 milhões de beneficiários que, a partir do momento em que a Agência induz boas práticas do setor, acabam sendo beneficiados por estas boas práticas.
Quais são as perspectivas para o mercado de saúde suplementar em 2013?
Hoje, o plano coletivo empresarial é o plano que mais cresce no Brasil. Ou seja, é mais gente entrando no mercado de trabalho. Junto a isso, o segundo maior desejo de uma pessoa que está crescendo e tem uma condição social melhor é ter plano de saúde (o maior desejo de quem chega ao mercado de trabalho continua sendo a casa própria). Como o nosso setor está sedimentado nessa questão do emprego, a perspectiva ainda é de crescimento na saúde suplementar nos próximos anos.
Quais são os principais desafios das operadoras neste mercado?
O grande desafio de qualquer sistema de saúde no mundo é a sustentabilidade, principalmente neste cenário, de inversão da pirâmide etária. A população com mais de 60 anos até 2030 vai duplicar. Até 2050 vai triplicar. Isso é um grande desafio. O impacto da maior sobrevida da população sobre os custos em saúde é muito grande.
Há uma tendência dos custos em saúde sempre serem maiores que o custo inflacionário em geral. Ou seja, o desafio é ter condições econômico-financeiras para ser sustentável. A maior preocupação da Agência, no longo prazo, é para que as operadoras tenham, cada vez mais, boas práticas gerenciais e de modelo assistencial, para que estejam preparadas para os desafios do futuro, em relação ao envelhecimento populacional.
Nós sabemos que investimentos em promoção e prevenção de saúde podem, no primeiro momento, repercutir economicamente. Mas a operadora tem um retorno muito grande desse investimento. Também é importante tentar desenvolver produtos, do ponto de vista da capitalização, para que o jovem de hoje possa pensar no futuro.
Então, as operadoras devem se preocupar com boas práticas de gestão, com ações de promoção e prevenção, diante de um cenário adverso – por conta do envelhecimento da população, por conta da incorporação de tecnologias (muitas vezes inconsequentes), por conta da remuneração do médico. O setor tem um conjunto de desafios que precisam ser considerados pelas operadoras. É fundamental que elas façam este upgrade: de operadora para gestora de sistema de saúde. A Unimed-BH tem feito um esforço para isso e esperamos que ela possa influenciar positivamente todo o setor.
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Diretoria da ANS visita a Unimed-BH
