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Sarampo: atenção à prevenção

O surto de sarampo continua em pauta em diversos estados brasileiros, sobretudo em São Paulo. Em 2019, até o último dia 26/07, foram confirmados 646 casos da doença, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Além de São Paulo (567), Pará (53), Rio de Janeiro (13), Minas Gerais (4), Amazonas (4), Santa Catarina (3), Sergipe (1) e Roraima (1) registraram ocorrências de sarampo. 

A vacina é a medida mais eficiente de proteção contra a doença. Ela está disponível nos postos de saúde da rede pública e privada. É importante consultar os cartões de vacinação de todos os clientes e reforçar com cada um a necessidade de manter o estado vacinal atualizado. Os profissionais de saúde também devem ter atenção redobrada ao histórico vacinal. 
 

Atenção para alteração na faixa etária de vacinação

A partir de 22 de agosto, todas as crianças de seis meses a menores de um ano devem ser vacinadas contra o sarampo em todo o país. A medida visa intensificar a vacinação nesse público-alvo da doença, que é mais suscetível a casos graves e óbitos. 

A decisão do Ministério da Saúde é uma resposta ao aumento de casos da doença em alguns estados. Segundo o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, “é preciso que todas as crianças na faixa prioritária sejam imunizadas contra o vírus do sarampo, considerando a possibilidade de trânsito de pessoas doentes para regiões afetadas e não afetadas”, esclarece. 

A vacina administrada entre seis meses e um ano, chamada de “dose zero”, não substitui e não será considerada válida para fins do calendário nacional de vacinação da criança. A vacinação de rotina das crianças deve ser mantida independentemente de a criança ter tomada a “dose zero” da vacina. 

Além de vacinar as crianças na faixa etária prioritária, a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde também orienta aos estados e municípios a realizarem o bloqueio vacinal. Ou seja, quando identificado um caso de sarampo é preciso vacinar todas as pessoas que tiveram ou tem contato com aquele caso suspeito em até 72 horas. Neste caso, recomenda-se que sejam realizadas de forma seletiva, ou seja, não há necessidade de revacinação das pessoas que já foram vacinadas anteriormente e que tem comprovação vacinal. 
 

Todo caso suspeito ou confirmado de sarampo deve ser notificado! 

Esse procedimento é peça-chave para desencadear ações de prevenção e controle pelo serviço público de doenças e agravos. Para notificar em hospitais ou Centros de Promoção da Saúde deverá ser utilizado o formulário do Sinan do Ministério da Saude.  

Para notificação em consultórios privados acesse: https://notificacao.pbh.gov.br/individual.php
 

Dúvidas sobre o manejo de pacientes com suspeita ou diagnóstico da doença?

CLIQUE AQUI para conhecer o fluxograma indicado pela Prefeitura de Belo Horizonte para o atendimento de pacientes com suspeita ou diagnóstico de Sarampo. O arquivo também descreve as orientações sobre o bloqueio vacinal.

CLIQUE AQUI e leia a nota técnica da Secretaria Municipal de Saúde sobre a suspeita clínica, o diagnóstico, a conduta terapêutica e as precauções relacionadas à doença.

 

 

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