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Conheça o trabalho da Superintendência de Atenção à Saúde da Unimed-BH

Em entrevista, o superintendente de Atenção à Saúde da Unimed-BH, Sérgio Bersan, fala sobre o projeto que vai construir a Unimed-BH dos próximos anos. Confira!
 

Ir ao médico quando está doente. Essa é uma cultura do nosso país. É assim que aprendemos a reconhecer o papel de um serviço de saúde. Estamos em 2019 e esse modelo já se arrasta por muito tempo. A tendência é que um novo caminho seja construído para mudar a experiência do paciente?

Há um vício cultural no sistema de saúde de usá-lo em três situações: quando as pessoas estão doentes, quando acham que precisam de um checkup ou quando sofrem algum tipo de acidente. Esta cultura se reflete na oferta de serviços de saúde mais voltados para eventos agudos (que são os conhecidos pronto-atendimentos). Promover a cultura da saúde na comunidade e no trabalho pode diminuir a demanda por atendimento de casos agudos. E por onde começar? Nossa proposta é o autocuidado. Isso significa que as pessoas podem ter várias atitudes com elas mesmas para reduzir a necessidade de contato com serviços presenciais de assistência à saúde. É preciso mudar o foco da doença para as questões relacionadas à qualidade de vida e ao cuidado da saúde e isso é possível mesmo para quem tem uma doença crônica. Portanto, prover os clientes e os médicos de informação é o primeiro pilar para transformar a saúde.
 

Como transformar essa informação em atitude?

É necessário tomada de decisão para querer se cuidar. E isso significa engajamento. Qual é o gatilho para esse engajamento, como aplicar na prática? Observando a evolução tecnológica e de costumes que a sociedade vem passando em diversos setores da vida, é a hora da saúde oportunizar esses avanços para apoiar o médico na decisão clínica e o cliente nas escolhas de hábitos e serviços de saúde mais qualificados. E é isso que já estamos começando a estruturar, de acordo com a estratégia da Cooperativa e com o conceito ASA (Austeridade, Simplicidade e Agilidade).
 


Na foto, equipe de lideranças da SAS, todos com formação em medicina. Da esquerda para a direita: Fernando Biscione, Sérgio Bersan, Ernesto Gomes, Annemarie Dusanek.
 

E na prática, na hora do atendimento do cliente pelos médicos e serviços de saúde, como vamos mostrar que esse engajamento é possível?

Estar decidido a mudar e tomar atitude para uma nova relação com a saúde é o primeiro passo, mas é preciso mais do que isso. É necessário que a experiência do cliente aconteça com: 1-tempo necessário, 2- cortesia (esse é um dos principais motivos de reclamação na Unimed-BH) e 3-que o paciente consiga retornar para as atividades do seu cotidiano da forma mais rápida, com a situação de saúde resolvida e encaminhada (exemplo: consulta com especialista marcada, exame agendado, etc). O que acontece hoje na Cooperativa é a substituição de consultas com o médico que conhece o seu histórico de saúde por consultas com diferentes profissionais em um pronto-atendimento, o excesso de exames desnecessários, o desperdício, que são as principais causas de aumento do custo e, portanto, de reajuste dos planos de saúde. Por isso, ainda neste ano vamos começar a publicar a avaliação dos serviços pelo cliente, para que todos possam conhecer as notas e ganharem autonomia para escolher o melhor serviço que desejam utilizar.
 

Diante de tantas mudanças, como a inovação e a tecnologia podem ser nossas aliadas nesse processo de transição?

Inovação e tecnologia caminham juntas. E para trazermos a transformação digital em nosso jeito de fazer assistência à saúde, estamos trabalhando em parceria com empresas do mercado, startups e centros de ensino. Estamos construindo e aprendendo com eles a reconhecer padrões comportamentais do cliente e do médico com o objetivo de sermos mais específicos na abordagem aos públicos e segmentarmos os serviços e a comunicação de acordo com os vários perfis que há em cada público. Por trás disso, há técnicas que utilizam grandes bancos de dados. Para ter uma ideia, é a mesma estratégia usada pelo Facebook para mostrar anúncios em sua timeline relacionados a temas que você acabou de pesquisar na internet. Com essa técnica, poderemos comunicar de acordo com os interesses de cada cliente, de forma personalizada.
 

O que tudo isso pode representar na evolução do sistema de atenção à saúde?

É um desafio grande, porque estamos atuando em atributos que envolvem cultura e como aprendemos a usar plano de saúde. Mas estamos em um momento em que é preciso refletir, diante do crescente custo da saúde, como equilibrar a prevenção e o tratamento. Por isso, nosso grande objetivo para os próximos anos é diferenciar a Unimed-BH pela nossa missão: cuidar de pessoas, e nossa força está em cada um dos 5.600 médicos cooperados e 4.900 colaboradores, que podem atuar como potencializadores de toda essa mudança.
 

#PensarOFuturo #UnimedBH48anos

Edição 102
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