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Orientações para assistência aos pacientes com casos suspeitos de vírus Ebola e de Malária

O vírus Ebola foi identificado pela primeira vez em 1976, no Zaire (atual República Democrática do Congo), e, desde então, tem produzido vários surtos no continente africano. Existem cinco espécies de vírus Ebola (Zaire ebolavirus, Sudão ebolavirus, Bundibugyo ebolavirus, Reston ebolavi-rus e Tai Forest ebolavirus), sendo o Zaire ebolavirus o que apresenta a maior letalidade.

A transmissão do vírus Ebola só se inicia após o aparecimento dos sintomas e se dá por meio do contato direto com sangue, tecidos ou fluidos corporais de indivíduos (incluindo cadáveres) e/ou animais infectados ou do contato com superfícies e objetos contaminados. Os sintomas podem aparecer de 2 a 21 dias após a exposição ao vírus.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem chamado atenção para a persistência de surtos que estão ocorrendo em países do oeste da África: Guiné, Serra Leoa e Libéria, desde fevereiro de 2014. São os surtos mais extensos até hoje registrados e com letalidade média de 36%. Foram notificados 14.413 casos e 5.177 mortes até 14/11/2014.

Para assistência ao paciente é necessária a utilização de medidas de precaução padrão, de contato e para gotículas.

 DEFINIÇÃO DE CASO SUSPEITO DE DOENÇA PELO VÍRUS EBOLA

 

Indivíduos procedentes, nos últimos 21 dias, de Guiné, Serra Leoa e Libéria, que apresentem febre de início súbito, acompanhada ou não de adinamia, mialgia, cefaleia, odinofagia, vômitos, diarreia, prurido, alteração das funções hepática e renal, erupções cutâneas, hiperemia de conjuntivas, soluços, disfagia ou dispneia. Nas fases mais avançadas da doença podem surgir sinais de sangramento como: sinais purpúricos, gengivorragia, diarreia sanguinolenta, enterorragia, hematúria ou hemorragias internas.

 

Indivíduos que relatem contato com caso suspeito ou confirmado de doença pelo Ebola.

 

O QUE FAZER DIANTE DE UM CASO SUSPEITO DE DOENÇA PELO VÍRUS EBOLA

 

COLOCAR O PACIENTE EM UMA SALA ISOLADA

 

NÃO REALIZAR EXAME FÍSICO SE NÃO POSSUIR OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL ADEQUADOS

 

NÃO COLETAR SANGUE OU OUTROS MATERIAIS PARA EXAMES LABORATORIAIS

 

Se o atendimento é feito em Belo Horizonte, notificar imediatamente ao CIEVS-BH pelo telefone 8835 3120 e se em Betim ou Contagem notificar o CIEVS Minas pelo telefone 9744-6983. O paciente será transferido para o Hospital Eduardo de Menezes, hospital de referência no estado de Minas Gerais. Toda a logística de transferência, incluindo o transporte e internação será operada via CIEVS.

O QUE FAZER COM OS CONTATOS DE CASOS SUSPEITOS DE DOENÇA PELO VÍRUS EBOLA

É considerado contato todo indivíduo que:

– Teve contato com sangue, fluido e/ou secreção de caso suspeito;

– Dormiu na mesma casa e/ou teve contato com roupa e/ou roupa de cama de casos suspeitos;

– Teve contato físico direto com casos suspeitos ou com corpo de casos suspeitos que foram a óbito (funeral);

– Teve contato com tecidos, sangue ou outros fluidos corporais durante a doença;

– Foi amamentado por casos suspeitos (bebês).

Os contatos de casos suspeitos identificados deverão ser monitorados por 21 dias após a última exposição conhecida. Para o acompanhamento dos contatos assintomáticos não é necessário o uso de EPI pelos profissionais de saúde. A partir da manifestação de sintomas compatíveis com doença pelo vírus Ebola, os contatos serão tratados como casos suspeitos.

O QUE É IMPORTANTE SABER SOBRE A MALÁRIA

Em Minas Gerais também são frequentes os casos de malária, principalmente pelo Plasmodium falciparum, procedentes do continente africano. O Plasmodium falciparum é responsável pelos casos graves da doença. O tratamento deve ser iniciado o mais precocemente possível.

DEFINIÇÃO DE CASO SUSPEITO MALÁRIA
Toda pessoa residente ou que tenha se deslocado para o continente africano, exceto no período de 8 a 30 dias anterior a data dos primeiros sintomas, e que apresente febre acompanhada ou não dos seguintes sintomas: cefaleia, calafrios, sudorese, cansaço, mialgia.

 

O QUE FAZER DIANTE DE UM CASO SUSPEITO DE MALÁRIA
REALIZAR AVALIAÇÃO CLÍNICA DO PACIENTE Notificar imediatamente aos serviços de vigilância em saúde municipais SE DESCARTADA MALÁRIA SOLICITAR ACOMPANHAMENTO PELO MÉDICO INFECTOLOGISTA

Nos casos suspeitos deve ser realizado o teste rápido para malária e/ou gota espessa para confirmação do diagnóstico.

Em Belo Horizonte, notificar imediatamente ao CIEVS-BH pelo telefone 8835 3120. Em Betim em dias úteis e horário comercial notificar o serviço de epidemiologia municipal pelo telefone 3512-3301 e fora deste período notificar o CIEVS Minas pelo telefone 9744 6983. Em Contagem, em dias úteis e horário comercial, notificar pelo telefone 3363-8081 e fora deste período pelo telefone 8802 8143.

Fontes consultadas: Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde e Center for Disease Control and Prevention – CDC.

 

 

 

Edição 053
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