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Dispositivos cardíacos eletrônicos implantáveis

Circ. GRSS 06/2011  – Belo Horizonte, 14 de Janeiro de 2011

Informamos que, a partir de 14 de janeiro de 2011, a solicitação para dispositivos cardíacos eletrônicos implantáveis (Cardio-desfibrilador implantável, ressincronizador cardíaco e cardiodesfibrilador associado ao ressincronizador), deverá ser encaminhada junto com o formulário específico, adequadamente preenchido e acompanhado dos laudos e registros dos exames relacionados.

O formulário estará disponível na área exclusiva do cooperado em forma de arquivo PDF. Caso o cooperado deseje utilizar o Autweb, o formulário será disponibilizado assim após a digitação do código do material.

A Unimed-BH constituirá uma Comissão de Consultores Permanentes com a finalidade de avaliar todas as solicitações encaminhadas.

Os critérios para solicitação dos dispositivos serão:

1. Contratuais: cobertura contratual para utilização de próteses relacionadas ao ato

cirúrgico, ou seja, apenas clientes com planos regulamentados pela Lei 9.656/98.

2. Técnicos:

2.1. Classes de indicações para implante de CDI na Prevenção Primária de MSC em pacientes com cardiopatia estrutural

Classe I

Sobreviventes de IAM há pelo menos 40 dias ou com cardiopatia isquêmica crônica, sob tratamento farmacológico ótimo, sem isquemia miocárdica passível de tratamento por revascularização cirúrgica ou percutânea e expectativa de vida de pelo menos um ano com:

· FEVE ≤ 35% e CF II-III ou

· FEVE ≤ 30% e CF I, II ou III ou

· FEVE ≤40%, TVNS espontânea e TVS indutível ao EEF.

Classe IIa

1. Pacientes com cardiomiopatia dilatada não isquêmica, CF II-III, com FEVE ≤ 35% e expectativa de vida de pelo menos um ano;

2. Pacientes com cardiopatia isquêmica ou não-isquêmica, CF III-IV, FEVE ≤ 35%, QRS≥120ms, para os quais tenha sido indicada TRC e expectativa de vida de pelo menos um ano.

2.2. Classes de indicações para implante de CDI na Prevenção Secundária de MSC em pacientes com cardiopatia estrutural

Classe I

1. Parada cardíaca por TV/FV de causa não-reversível, com FE ≤ 35% e expectativa de vida de pelo menos um ano;

2. TV espontânea com comprometimento hemodinâmico ou síncope, de causa não reversível com FE ≤ 35% e expectativa de vida de pelo menos um ano.

Classe IIa

1. Sobreviventes de Parada Cardíaca, por TV/FV de causa não reversível, com FE ≥ 35% e expectativa de vida de pelo menos um ano;

2. Pacientes com TVS espontânea, de causa não reversível, com FE≥ 35%, refratária a outras terapêuticas e expectativa de vida de pelo menos um ano;

3. Pacientes com síncope de origem indeterminada com indução de TVS hemodinamicamente instável e expectativa de vida de pelo menos um ano.

2.3. Classes de indicações para implante de CDI em situações especiais

I – Taquicardia Ventricular Polimórfica Catecolaminérgica

Classe I

1. Pacientes com TVPC, sobreviventes de parada cardíaca, com expectativa de vida de pelo menos um ano;

Classe IIa

1. Pacientes com TVPC que evoluem com síncope ou TVS, apesar do uso de betabloqueador em dose máxima tolerada e expectativa de vida de pelo menos um ano;

II – Síndrome do QT longo

Classe I

1. Pacientes com SQTLc, sobreviventes de parada cardíaca e expectativa de vida de pelo menos um ano.

Classe IIa

1. Pacientes com SQTLc que evoluem com síncope ou TVS, apesar do uso de betabloqueador em dose máxima tolerada e expectativa de vida de pelo menos um ano;

Classe IIb

1. Pacientes com SQTLc do tipo LQT2 ou LQT3 e expectativa de vida de pelo menos um ano.

II – Síndrome de Brugada

Classe I

1. Pacientes com SB, sobreviventes de parada cardíaca e expectativa de vida de pelo menos um ano.

Classe IIa

1. Pacientes com SB e alterações eletrocardiográficas espontâneas, síncope e expectativa de vida de pelo menos um ano.

2. Pacientes com SB e documentação de TVS espontânea que não provocou parada cardíaca e expectativa de vida de pelo menos um ano.

Classe IIb

1. Pacientes com SB e alterações eletrocardiográficas induzidas por fármacos, síncope de origem indeterminada e expectativa de vida de pelo menos um ano.

IV – Cardiomiopatia Hipertrófica

Classe I

1. Pacientes com CMH que tenham apresentado TV/FV sustentada de causa não reversível e expectativa de vida de pelo menos um ano.

Classe IIa

1. Pacientes com CMH que apresentem um ou mais fatores de risco maiores para MSC, tais como: TV espontânea

História familiar de MS em jovens

Síncope inexplicada

Espessura de parede ≥ 30mm

TV não sustentada (FC > 120 bpm ao Holter)

V – Cardiomiopatia Arritmogênica do Ventrículo Direito

Classe I

1. Pacientes com CAVD que tenham apresentado TV/FV sustentada de causa não reversível e com expectativa de vida de pelo menos um ano.

Classe IIa

1. Pacientes com CAVD com doença extensa, incluindo envolvimento do VE, associada à história familiar de MSC em um ou mais membros, ou síncope de origem não determinada e com expectativa de vida de pelo menos um ano.

2.4. Classes de indicações para implante de RESSINCRONIZADOR CARDÍACO:

Classe I

§ Paciente com Fração de Ejeção ≤ 35% e

§ Ritmo sinusal e

§ Classe Funcional de NYHA III ou IV e

§ Tratamento Farmacológico Otimizado (diuréticos, inibidor da ECA, bloqueador do receptor da angiotensina II, beta-bloqueador, espironolactona) e

§ QRS ≥ 120 mseg.

(Nível de evidência A)

Classe IIa

§ Paciente com Fração de Ejeção ≤ 35% e

§ Fibrilação Atrial e

§ Classe Funcional de NYHA III ou IV e

§ Tratamento Farmacológico Otimizado e

§ QRS ≥ 120 mseg.

(Nível de evidência B) ou

§ Paciente com Fração de Ejeção ≤ 35% e

§ Classe Funcional de NYHA III ou IV e

§ Tratamento Farmacológico Otimizado e

§ Fibrilação Atrial e

§ Dependente de Marca passo.

2.5 Recomendações Para Implante De Ressincronizador Cardíaco Associado Ao Cardiodesfibrilador Implantável:

Apesar de ainda não haver estudos que forneçam evidências concretas com relação à redução da mortalidade nas situações em que o RC está associado ao CDI, e que a relação custo-efetividade é incerta, fica recomendada:

§ A associação do RC + CDI quando houver preenchimento dos critérios para os dois dispositivos, integralmente.

Com as seguintes considerações:

· Devemos considerar o implante do RC para pacientes com expectativa de vida maior que um ano, entretanto a idade, considerada isoladamente, não deve ser critério de exclusão.

· O tratamento farmacológico otimizado implica na utilização de diuréticos, inibidor da ECA, bloqueador do receptor da angiotensina II, beta-bloqueador,

espironolactona, digoxina. Entretanto deve ser considerado que alguns destes medicamentos podem estar contra-indicados para alguns pacientes, além de não tolerados em situações específicas.

· A utilização de critérios, por métodos de imagem (ecocardiograma e/ou ressonância magnética), para a definição de dissincronismo cardíaco não está recomendada.

· Não há evidências suficientes para recomendar a utilização do RC em pacientes com Bloqueio de Ramo Direito, outras anormalidades de condução, QRS alargado devido à utilização de marca passo e doenças cardíacas congênitas.

· O RC não deve ser utilizado como terapia de resgate naqueles pacientes agudamente descompensados.

Edição 007
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