skip to Main Content

Especialistas discutem sistemas de saúde internacionais

A busca das melhores práticas na construção de um sistema de saúde sustentável e baseado na qualidade assistencial para o cliente. Este foi o foco do Seminário Experiências Mundiais de Saúde, promovido pela Unimed-BH no último dia 10. O encontro reuniu representantes da classe médica e dos setores público e privado de saúde, que estiveram presentes no Ouro Minas Hotel para conhecer melhor o trabalho de especialistas norte-americanos e europeus.

Os panelistas, reconhecidos internacionalmente, relataram as experiências dos sistemas de saúde de seus países de origem, seus acertos e fragilidades. Na pauta foram tratados assuntos como atenção primária, modelos alternativos de remuneração, uso de protocolos clínicos e de prontuário eletrônico.

Um dos destaques do seminário foi a participação do médico Robert Janett, professor da Harvard Medical School e diretor médico do plano de saúde público Network Health (Massachusetts/EUA). Robert Janett lembrou que o custo com a saúde é hoje um dos maiores riscos para a economia norte-americana. “Gastamos muito e o resultado é pouco eficaz. Além disso, calcula-se que cerca de 30% dos gastos em saúde são só para financiar o desperdício.”

Em sua opinião, é preciso modernizar o modelo de atenção à saúde, seguir protocolos e ter acesso fácil às informações da saúde de cada cliente e da população atendida para aumentar a segurança e a qualidade da assistência. “Outro problema da organização predominante atualmente é o modelo de remuneração. O pagamento por procedimento é tóxico e estimula o uso desnecessário de serviços de saúde, gerando inclusive riscos para o paciente”, afirmou.

Robert Janett defendeu ainda a importância da Atenção Primária. Para ele, esse é o melhor caminho para proporcionar ao paciente um acompanhamento integral e seguro, que contribua de fato para a sua saúde e qualidade de vida, ao mesmo tempo em que se reduz os custos assistenciais. “Acho que já fomos longe demais na especialização”, resumiu.

Outra iniciativa compartilhada veio do sistema de saúde dos Países Baixos. Segundo Enne Osinga, consultor especializado em saúde, o cidadão holandês pode escolher como provedor de saúde uma das empresas que competem entre si tanto em qualidade quanto em custo.

Ao contrário do modelo suplementar brasileiro, todos os clientes de uma operadora pagam os mesmos valores pelos serviços. Paralelamente, um fundo de ajuste de risco é formado com contribuições dos empregadores e do governo e utilizado para compensar os custos da atenção oferecida àqueles cidadãos que gastam mais do que pagam ao provedor. O recado do consultor, no entanto, vai além dessa organização do sistema. Para ele, não se pode perder de vista a noção de que o custo é, na verdade, resultado da relação entre o preço e a qualidade da atenção prestada.

Molly Porter, diretora da Kaiser Permanente International (EUA) e terceira palestrante do seminário, focou sua apresentação nos benefícios, para médicos e pacientes, do registro eletrônico de informações de saúde associado à adoção de protocolos clínicos que lembram os médicos sobre as melhores práticas no tratamento de condições de saúde específicas. “Investir em tecnologia é fundamental para acompanhar os dados epidemiológicos, salvar vidas e aumentar a qualidade da atenção à saúde”, finalizou.

Edição 002
1. Nova codificação para participação de anestesistas em procedimentos sem porte anestésico.
2. Cola Biológica à Base de Fibrina
3. Clips para Aneurisma
4. Vasectomia e Cirurgia Esterilizadora Masculina
5. Programa de Qualificação beneficia serviços ambulatoriais
6. Unimed-BH agiliza processo de autorização de procedimentos
7. TUSS entra em vigor
8. Cooperativa adapta-se à nova versão do TISS
9. Especialistas discutem sistemas de saúde internacionais
10. Nota fiscal e contas do intercâmbio: melhora nos processos
11. Autorização de BIPAP para Beneficiários Internados no CTI
Back To Top