A Unimed-BH conquistou o 1º lugar no Prêmio Valor Inovação Brasil 2025, na categoria Seguros…
Modelos de pagamento baseados em valor – Como financiar um sistema mais eficiente e sustentável?
Sistemas de saúde do mundo inteiro estão (re)discutindo e implementando modelos de remuneração em saúde que sejam complementares ou substitutivos ao tradicional fee for service (pagamento por serviços).
Isso porque os modelos tradicionais de financiamento frequentemente impulsionam a fragmentação do cuidado e o aumento de custos, sem necessariamente melhorar os desfechos, em especial aqueles que são percebidos e relevantes para os pacientes.
Mas então, quais seriam os principais modelos de remuneração em saúde, suas principais vantagens e desafios?
Aqui vai um guia prático para te ajudar a entender melhor esse cenário:

Fonte: Coordenação de Valor em Saúde, GERE, 2025.
E, se você está, nesse momento, se perguntando como fazer para que as estratégias de remuneração alinhem incentivos financeiros à entrega de valor, não deixe de observar alguns elementos-chave que precisam ser considerados:

Fonte: Elaborada a partir do documento Modelos de Remuneração Baseados em Valor do ICOS – Instituto Coalizão Saúde, 2018.Acesso em: 04 de agosto de 2025. Clique aqui para visualizar o documento.
- População-alvo/Coorte: definir claramente quem será atendido.
- Escopo dos serviços: alinhar os serviços ao objetivo do modelo.
- Arquitetura de modelos de pagamento: entender as motivações e os objetivos dos stakeholders para aquela população específica e qual o escopo de serviço a ser incluído. Importante: adaptar referências internacionais à realidade local.
- Medidas de desfecho: escolher indicadores relevantes e viáveis.
- Monitoramento de dados: análise detalhada dos dados, preferencialmente com granularidade em nível do paciente, junto às medidas de qualidade, custos e jornada completa do paciente em todo o ciclo de cuidado
- Compartilhamento e transferência de risco: transição gradual conforme maturidade do sistema.
- Mitigação de riscos: implantação progressiva e ajustes contínuos.
Para finalizar, não podemos deixar de citar os principais desafios dessa complexa transição sem perder de vista algumas dicas para mitigar os riscos e facilitar o processo:
- Resistência cultural e institucional: ausência de patrocínio estratégicos, necessidade de (re)negociação e redefinição de contratos que tragam percepção de valor para todos;
- Necessidade de tecnologia e interoperabilidade
- Risco de seleção adversa e distorções nos indicadores, que podem comprometer a equidade de acesso, entrega de valor e a efetividade dos modelos
Para mitigar esses riscos, recomenda-se:
- Implementação gradual, com projetos-piloto e avaliação contínua de impacto.
- Uso de remuneração variável, como bônus por desempenho ou compartilhamento de resultados.
- Parcerias colaborativas entre operadoras e prestadores, com contratos baseados em valor.
E lembre-se: não existe modelo único. O sucesso depende do contexto clínico, da maturidade dos atores envolvidos e do monitoramento contínuo. Por vezes, a conjugação de modelos também pode funcionar bem!
Fique ligado! Na próxima edição, vamos explorar como medir custos na perspectiva do VBHC!
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Modelos de pagamento baseados em valor – Como financiar um sistema mais eficiente e sustentável?
